A Garganta da Serpente
Veneno Crônico crônicas
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Casamento,o dinheiro e a intrusa, a faca de dois gumes

(Rúbia Santana)

No dia 10 de setembro de 2011, na Igreja Evangélica Assembleia de Deus foi realizado a cerimônia tão esperada de Juli e Carlinhos, não pelo de namoro, mas pela emoção de "parpar". Verbo criado pela amiga Tarcila, que significa...

Logo após de dar os parabéns aos noivos, um grupo de seis mulheres e dois homens foram para a Pizzaria Della Mama. Conversas vão e vêm, segredos são revelados, opiniões são dadas. Duas pizzas são pedidas. Aline ao ver que não estava com o dinheiro suficiente para pagar a conta, perguntou a amiga do lado:

- Lala, você trouxe dinheiro?

- Sim, R$ 6,00 reais, respondeu Aiala.

Aline olhou para todo o grupo e percebeu que a Rubi não poderia lhe ajudar, pois não demonstrava que tinha dinheiro, ela pensou:

- Vixe! Essa daí não tem nem uma moeda furada.

Então, Aline olhou para Thamires, a pequena, que estava com a bolsa e chamou para um lugar reservado e perguntou:

- Amiga você tem dinheiro aí? Por que eu e Aiala não temos o suficiente.

- Tenho sim, pode deixar que eu ajudo vocês.

Assim voltaram para a mesa. Risadas e muitas risadas coloriram a noite tão animada. Ao final de toda a comelança chega a conta. A pequena diz:

- Ixi! Vou passar.

E assim o valor da conta foi repassado de mão em mão e a música cantada era "Escravos de Jó". A conta parou na mão de Vando.

Tarcila logo se prontificou em dividir a conta em oito pessoas.

- Fica R$ 11,75 para cada um.

Olhares são compartilhados e Thamires tira da sua bolsa três notas de R$20,00 reais e afirma que:

- É de nós três!

Se referindo a ela, Aiala e Aline, quando ela fecha a boca, a calada que para Aline não tinha nada diz:

- O meu também está aí!

O casado, Vando, diz:

- A burguesinha de Jequié botou pocando.

Risadas de nervosismos são dadas.

Enfim ,Thamires e Vando repartem a dívida e todos saem alegres fazendo poses para as fotos.

Ao chegar em casa, a Rubi logo pergunta:

- Thamires é pra ti pagar quando?

A pequena se irrita e cobra a todos afirmando que tem que ir para Jequié.

Depois desse incidente a única pergunta que todos queriam a resposta:

- Será que Juli "parpou"?

Essa infelizmente não foi respondida, mas como disse o Presidente da Cerimônia:

- Amigas não devem saber de tudo!

Fim...

 

 

- Espere um momento!

- Que voz é esta?

- Autora é da INTRUSA.

- Qual INTRUSA amiga Tarcila?

- Amiga não, você não parte do sétimo semestre, o grupo de amigas da noiva.

- Eu também estava presente no casamento...

A discursão entre essas duas, a denominada INTRUSA e Tarcila suscita a lembrança do que aconteceu no final do casamento, no instante de registrar este momento tão importante de Juli, recém-casada.

A noiva ao chamar seus amigos para tirar as fotos diz:

- Amigos da UNEB, venham tirar fotos comigo, me apóia.

Todas as suas amigas e amigo, Rubi, Aline, Aiala, Thamires, Tarcila, Carol, Romario, fizeram diversas poses coma noiva que saía deslumbrante nas fotos. Alguns minutos depois o grupo de amigos se depararam com a presença da INTRUSA. Aline então retruca:

- Quem ela pensa que é se intromete onde não é chamada e ainda dá opinião para as fotos, isso não vai prestar.

Tarcila complementa:

- Eu só tiro foto a partir de agora, com o povo do VII semestre!

A INTRUSA, enfim desapareceu, as amigas da noiva então, discute o que fazer com as fotos em que a INTRUSA está presente. Romario dá a solução:

- Xiiiii, no rosto dela, pincha ou coloca um coraçãozinho!

Assim o casamento de Juli, momento inesquecível não só para ela, mas também para o grupo L que paga micos e não perde a pose, foi o protagonista desta história.

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