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Neverendingstories
(al)
Algumas pessoas na vida têm histórias paralelas e perpendiculares
de uma só vez. Como a matemática jamais conseguiria explicar...
Um dia trombaram-se desavisados. Desarmados de idéias ou ideais... Seus
olhos se fitaram. Até que agora:
Toda vez que ele pede desculpas parece um erro. Como se estivesse atrapalhando...
Ele é a perfeição aos seus olhos. Por isso, lhe suplica
para não pedir desculpas. Ela sabe que pode amar ele tanto assim, mas
que não pode se apaixonar pelo que não é dela. São
coisas diferentes...
Ela é um ponto fora da curva o que ele considera uma característica
adorável. Considera as coisas mais complicadas do que se espera e acha
que tudo vai se descomplicar. Ás vezes tem uma vontade enorme de fugir
com ela para um mundinho onde estão juntos. Ele a ama, coisa inexplicável
há mais de 10 anos algo sempre latente, que não esperava que tomasse
tal magnitude quando se encontrassem.
Não sente culpa por amá-lo. Contudo diz que sempre se amaram,
sempre com magnitude, sempre amigos acima disso. E de algum modo mais inexplicável
ainda sempre tiveram pulso para isso. Porque sempre foram superiores e nunca
fizeram besteiras nem quando crianças.
Bonachão atrás de um esboço de sorriso ele diz que não
fez nada sozinha... A chama de querida. Diz que sentir-se bem ao ajudar na transição
dolorosa. Que pretende fazer o impossível.
Tem vontade se jogar aos seus pés e pedir desculpas. Principalmente
porque precisava dele. Neste momento da vida. Do seu colo. Do seu beijo. De
dizer o quanto é importante. De fazê-lo sorrir. De senti-los reverberar.
Não sabe que é outra transição... Mais profunda.
Ambos acham que suas presenças os fazem buscar o que há de melhor
dentro deles desde que nasceram. A aura cor de mel se espalha e tudo acaba num
suspiro de saudade. Nos eternos encontros desencontrados de suas vidas paralelas
perpendiculares.
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