A Garganta da Serpente
Saliva de Cobra editorial a contragosto
O ofídio cambaleante acorda depois do Natal: escamas ainda rasgadas, sonhos dolorosamente adiados.

Sobreviver a uma década foi uma das mais difíceis missões da serpente teimosa. Ainda há muitas faltas, muitas mensagens sem respostas (neste exato instante, 6951 e-mails só na Caixa de Entrada), muitas palavras aguardando publicidade, muitos projetos empoeirados na gaveta. Há pendências e há os recém chegados. Há os que fecharam os olhos para sempre, deixando literatura e muita saudade. E ainda há os que não puderam esperar ou compreender.

Mas sempre há uma estrela no céu que reacende a esperança. Há uma vontade brutal de continuar espalhando veneno e poesia por todos os cantos obscuros da web.

E o pinheiro do dia seguinte, que embarga a garganta emocionada, é iluminado pelo brilho de centenas de olhares que foram se acendendo em nosso caminho, trazendo o verbo indomável e a certeza de que a literatura vale a pena.

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A Garganta da Serpente agradece a todos os que estão e estiveram conosco nestes 10 anos, principalmente aos que tornaram possível a persistência e aos que incendiaram ainda mais a teimosia. Obrigada pelo apoio, pela paciência, pela compreensão, pela solidariedade, pela participação, pelo carinho, pela divulgação, pela audiência, pela insistência e por existirem.

Nossa gratidão aos atuais 2281 habitantes, alguns in memoriam, aqui representados por 524 olhos retirados das fotos enviadas pelos nossos autores.

Que os sonhos plantados este ano possam finalmente florescer em 2010, ainda mais belos e viçosos.
Com um abraço de cobra
Agostina Sasaoka.

(26.12.2009)
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