A Garganta da Serpente
Saliva de Cobra editorial a contragosto

Um dia, a serpente inquieta também ousou sonhar.

Desde que sobreviveu aos cinco primeiros anos vagando pelo pelos recônditos enlouquecidos da web, a cobra atrevida passou a vislumbrar todos os sonhos do mundo.

Só não sabia o quanto seria difícil transformar desejos em coisas palpáveis em meio a tantas pedras espalhadas pelo caminho.



Há dias, semanas, anos, o réptil anseia pelo instante em que vai conseguir dizer o que o tempo que se esgota não permite.

É impossível disfarçar as escamas rasuradas e o olhar fosco, reduzido ao inexorável.

A dificuldade para romper estes silêncios dolorosos esteve revestida de prioridades ordinárias mas inquestionáveis.

E o ápode impotente viu o ano passar sem poder se preparar, questionando todos os dias se ainda era possível persistir.



Estamos há menos de um mês de nosso aniversário de 10 anos.

A serpente ainda perambula - garganta rasgada - tentando reencontrar a bússola e o verbo.

Talvez não haja mais tempo para celebrar a data.

Mas, às vezes, basta um segundo para mudar uma vida inteira. E é essa esperança que o ofídio judiado quer empunhar, para que cada um que habita nossos meandros possa fazer com que a data sagrada não passe em vão.



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Com um abraço de cobra
Agostina Sasaoka.

(20.01.2009)
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