A Garganta da Serpente
Os habitantes perfis e biografias dos autores

Alzira Lima

Nasceu no Rio de Janeiro, em 22 de Janeiro de 1962. Ali viveu até aos 11 anos, altura em que veio com os pais e irmãos para a cidade do Porto. Freqüentou a Escola Preparatória de Rio Tinto e, posteriormente, o Liceu Rainha Santa Isabel. Licenciada em Serviço Social pelo I.S.S.S.P. exerce a profissão, desde Fevereiro de 1989 na Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, localidade onde vive. Pós-graduada em Mediação e Gestão de Conflitos. Apaixonada por poesia, escreve desde os 11 anos. "A Dor de Ler o Amor", é a sua primeira obra editada, (ISBN:989-617-059-2, Corpos Editora), cuja Apresentação decorreu no Clube Literário do Porto (Portugal), em 18 Dezembro de 2005.A obra foi dedicada aos seus dois filhos, Lara e Rui, com todo o coração: Aos meus filhos Que nunca doa aos meus filhos, tudo aquilo que me doeu… Que a minha felicidade espelhe a sua fortuna De salientar o Prefácio da conceituada Dr.ª Maria Helena Padrão. A Promessa Poesia de volúpia e de emoções fortes, onde paira o gesto de recuperar o tempo perdido. O olhar interior mergulha no tempo passado através de uma linguagem prisioneira de um timbre onde impera um romantismo já tardio. O discurso será o eco duma constelação conceptual que faz a alquimia da dor e do amor; passando em décalage da tristeza ao sofrimento, do corpo à dissolução, do tédio ao abismo. É através do eco/discurso que se estabelecem relações duma solidão individual, com a solidão universal e humana, desvelada liricamente. O amor é cumprido como uma ação ritualizada que, repetindo-se, na celebração da palavra, se desenrola num tempo mítico. Assim, o que é único e irreversível, é despido de importância. Há como que um ritual do amor dionisíaco, expurgado na palavra poética e que, por sua vez, é relativizado, banalizado, encontrando por fim a justa medida. (…) Afirmar teu beijo Provar teus olhos Tocar teu peito E respirar o teu ar Ser eu em ti (…) Alzira Lima de Jesus, muito para lá do adeus às coisas do passado, enceta o percurso da celebração de um novo ciclo, o ciclo que dará sentido à existência. Sem ti, O mundo seria vazio. Não bastaria a vida dos outros. A música não teria sentido… E todos os sons seriam inaudíveis! Há como que uma organização poemática que metaforiza o devir existencial: periodicidade, estratégia, entrega, temporalidade, linearidade. Propriedades da vida, propriedades do texto deste livro, permitindo que o corpus de um poema possa ser lido como um capítulo duma trama narrativa que o conjunto de poemas constitui. Pela palavra, o tempo do profano experimenta uma espécie de experiência nostálgica da fuga e da (des)aparição, encaminhando-se o sujeito lírico para um espaço onde a aspiração do sagrado se faz pelo irromper da serenidade e do apaziguamento. Agora, graças à presença de uma sensibilidade amadurecida, está apta a receber os rumores do mundo, afastando-se gradativamente duma atitude narcísica dos primeiros tempos. (Maria Helena Padrão).

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