A Garganta da Serpente
Adoradores de Serpentes poemas sobre ofídios
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O encantador de serpentes

De uma espiral desenrolada
Parece que a mim se abre
Febril de carinhos encantada
Nascida cobra aroma acre
Qual fruta-carne elétrica
Dança em lúbricos volteios
Furiosa empinando-se assimétrica
Inquietos seios a tudo alheios
Saracoteiam no compasso dos quadris
Ao pé do olhar guloso por comê-los
E quente da música e do vinho dos barris
Fosforescente da gruta irrompe
Um deslumbrante florescer da vinha
Quando ébria do gozo a desprender
De certeiro bote enrolante se apinha


Miguel Eduardo Gonçalves

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