A Garganta da Serpente
Adoradores de Serpentes poemas sobre ofídios
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Para o fundo da Garganta da Serpente

O que é isso que eu estou vendo,
Bem aqui na minha frente?
Verso e prosa acontecendo
Isso tem cheiro de gente

Meio querendo, não querendo
Me entretendo calmamente
Mil caminhos fui movendo
Rastejando lentamente

Como uma criança, fui me envolvendo
E me vi em mundos todos diferentes
Cabeça girando e a alma se aquecendo
Devorei tudo que vi entre ranger de dentes

As horas passando, o dia escurecendo
Tudo acontecendo tão de repente
Que quando dei por mim eu estava descendo
Direto pro fundo da Garganta da Serpente!


Jaime Marques

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