A Garganta da Serpente
Adoradores de Serpentes poemas sobre ofídios
  • aumentar a fonte
  • diminuir a fonte
  • versão para impressão
  • recomende esta página

A cobra

No quarto escuro
Vi a cobra, tortuosa e réptil
Esgueirada num canto imóvel
E o pavor que a acompanhava
Ao lado do mundo trágico

Não nos movemos, cativos
Da percepção e nos olhamos
Através de olhos que não viam

E não havia luz
Que o temor mais enegrecia
E mais horror embrutecia
Da inerte cobra que não via

E do Sol, que em algum canto brilhava,
Uma réstia de luz surgiu,
E vi a corda dobrada
E o encanto sumiu


Hermanno Guimarães

Copyright © 1999-2017 - A Garganta da Serpente
http://www.gargantadaserpente.com