A Garganta da Serpente
Adoradores de Serpentes poemas sobre ofídios
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Argola

Asas inúteis
as da Serpente.
A despeito da fome
a si mesma consome
no elixir que secreta.
E no êxtase esquece
que pode voar...
Vôo inútil
o da Serpente.
Na ânsia da fome
a si mesma ela come
mordendo-se a cola.
E despenca do ar
como argola...


Dalva Agne Lynch

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